Sal da terra, escudo na guerra
Samaritano, que é fonte de vida
na terra exaurida
Pão do faminto, sem um grão de trigo
sem pedra de lar, sem eira nem beira
procurando abrigo
Mão de Amigo, na solidão da morte
Estrela do norte, na fuga guiando
a vida arriscando
Grito de raiva e dor, vendo a criança
de olhar vazio sem sombra de esperança
roubar migalhas caídas no chão
Rubra flor que alastra no pó da estrada
morrendo esmagada na busca do pão
Oásis no deserto, portal aberto
de Fraternidade, de Igualdade
Sorriso em flor, em campos de dor
De tudo despojado, menos de amor
Samaritano, que é fonte de vida
na terra exaurida
Pão do faminto, sem um grão de trigo
sem pedra de lar, sem eira nem beira
procurando abrigo
Mão de Amigo, na solidão da morte
Estrela do norte, na fuga guiando
a vida arriscando
Grito de raiva e dor, vendo a criança
de olhar vazio sem sombra de esperança
roubar migalhas caídas no chão
Rubra flor que alastra no pó da estrada
morrendo esmagada na busca do pão
Oásis no deserto, portal aberto
de Fraternidade, de Igualdade
Sorriso em flor, em campos de dor
De tudo despojado, menos de amor
Maria Ivone Vairinho
(Outubro 2008)
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