UM POUCO ...

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quinta-feira, 2 de julho de 2009

POEMA PARA SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN

Verticalidade da pedra
Claridade da cal
Aromas, cheiros da casa
Medo de amar
Força do querer
Ternura da intimidade


Luminosidade do mar
Sabor a sal, mediterrâneo
Ninfas, Musas
Deuses adormecidos
Ânfora dos sentidos


Voz forte que desafia
A demagogia
Repõe a verdade
Definição clara
Pura de Liberdade


Na palavra verbo de saber
Diáfana, transparente
Todas as coisas foram encarnadas
E por nós foram tomadas.


Maria Ivone Vairinho
(02.07.2004)

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