O pessegueiro
Floriu no quintal
Rosa e branco numa orgia
O céu amanheceu
Anilado
Perfumado
As aves enamoradas
Em doce chilreada
Celebraram o novo dia.
O meu tronco
De raízes apodrecidas
Sentindo-se morrer
Os braços descarnados
Levantou
Bebeu o ar primaveril
Encharcou-se de tons de anil
E num suspiro murmurou:
— Que belo dia para viver!
Maria Ivone Vairinho
(in Livro da Dor e
e da Esperança)
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